Gastão? Charles Fumagalli já gastou mais de meio milhão em contratos em menos de um ano à frente da Câmara

Gastão? Charles Fumagalli já gastou mais de meio milhão em contratos em menos de um ano à frente da Câmara

Pouco tempo atrás, o perfil do presidente da Câmara Municipal de Rio Grande da Serra, era de um presidente responsável, preocupado com as finanças da Casa e que enxugava gastos. O noticiário local até chegou a impressionar os leitores: a própria empresa contratada para abastecer os carros do legislativo, rescindiu o contrato com a Casa de Leis, pois não havia consumo de gasolina por parte dos carros.

Se notícias como essa eram vistas quando o vereador Claudinho Monteiro (PTC), presidiu a Casa de Leis Rio-grandense. Hoje, o cenário é totalmente o oposto

Hoje, a Câmara é presidida pelo vereador menos votado do último pleito, alçado à presidência numa articulação política um tanto quanto esquisita: Charles Fumagalli (PTB), que parece viver em um momento alheio ao que vive o próprio povo que o elegeu.

Enquanto o povo aperta o cinto por causa da grave crise econômica, sanitária e social, quem acompanha o dia a dia político de Rio Grande da Serra consegue ver que a postura do presidente é bem diferente e nos bastidores, ele já ganha o apelido de “gastão”.

Em pouco menos de um ano e no momento em que a Câmara menos esteve aberta para o povo, Charles celebrou contrato para colocar catracas no legislativo, comprou televisores enormes e até turbinou a internet da sede do legislativo. Somados, os contratos celebrados por Charles já passam de meio milhão de reais para um período de 12 meses. Numa cidade pobre e com déficit orçamentário como Rio Grande da Serra, cada centavo faz falta para o povo.

Os valores e o objeto de contratação pelo período de 12 meses de alguns dos contratos celebrados por Charles são:
R$156.170,00 na locação de softwares para o Portal da Transparência, Almoxarifado, entre outros;
R$5.398,20 em copos de água 200 ml para uso na Câmara;
R$169.148,30 em serviços gerais e instalação de catracas;
R$16.918,80 em Internet;
R$171.642,00 em serviços de solução integrada para sistema de painel eletrônico.

De ilegal, não há nada. Mas o que a sociedade espera é, no mínimo, bom senso de seus representantes. Se o presidente economizasse o dinheiro da Câmara, que já era, antes dele assumir, equipada o suficiente para o dia a dia, poderia devolver o dinheiro para a prefeitura investir na saúde e na zeladoria, como aconteceu no passado em outras cidades da região. 

Entramos em contato com a Câmara Municipal de Rio Grande da Serra, mas até a publicação desta não obtivemos respostas.