Filippi sobre reunião com o Ministro da Saúde: “pouco esclareceu”

Filippi sobre reunião com o Ministro da Saúde: “pouco esclareceu”

O prefeito de Diadema, José de Filippi Jr, participou ontem, de uma reunião online com o Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello e com técnicos do Ministério da Saúde, para discutir novas estratégias para a campanha de vacinação contra a Covid-19.

O chefe do executivo diademense, no entanto, usou as redes sociais para dizer que o ministro “pouco esclareceu” e que “já fez a lição de casa”, pois já está estruturado um Plano Municipal de vacinação, caso o Plano Nacional não ocorra da maneira prevista.

Na reunião foram abordadas questões como a possibilidade de antecipação do início da campanha nacional de imunização a partir do dia 20. Contudo, para que isso ocorra é necessário que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decida sobre a concessão ou não da autorização em caráter emergencial para uso das vacinas produzidas pela farmacêutica AstraZeneca e pelo Instituto Butantan.

O governo informou aos prefeitos que, caso a Anvisa libere o uso emergencial, estariam disponíveis seis milhões de doses da vacina CoronaVac, do Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac e está em processo de importação 2 milhões de doses da vacina produzida pelo consórcio da farmacêutica britânica AstraZeneca e da Universidade de Oxford.

A secretária municipal da saúde explica que mesmo sem ter uma data definida nacionalmente para o início da imunização, Diadema já tem estruturado seu Plano Municipal de Vacinação contra a Covid-19. “Nos últimos dias nossa equipe ficou focada em revisar e atualizar o Plano Operativo de Vacinação e podemos afirmar que a cidade está preparada com funcionários, insumos e estruturas físicas definidas”. Mas a secretária alerta que o processo não depende apenas do munícipio. “Ficamos no aguardo do aval da Anvisa para o uso emergencial das vacinas, independente da origem delas, porque o que importa é garantir logo a vacinação dos nossos trabalhadores e munícipes. E aguardamos também com bastante ansiedade a liberação das doses necessárias para a cidade começar a imunizar os grupos prioritários que inclui na primeira etapa os trabalhadores da saúde e, na sequência, a população acima de 60 anos (iniciando por grupos de pessoas com idade mais avançada). Esperamos que isso aconteça o mais breve possível e que a cidade receba todas as doses que precisa”.