Educadores se unem para exigir que professores sejam incluídos no Plano Prioritário de Vacinação

Educadores se unem para exigir que professores sejam incluídos no Plano Prioritário de Vacinação

Foi lançado na noite desta segunda-feira, dia 18, um manifesto virtual que reuniu mais de 50 lideranças educacionais. A ação objetiva pautar o debate sobre o retorno às aulas presenciais e avaliar as condições de segurança sanitária para os educadores, além de exigir que os profissionais de educação sejam inseridos na lista prioritária para vacinação contra a Covid19. 

O grupo é composto por representantes de entidades educacionais das escolas particulares e das escolas públicas, entidades sindicais da região do ABC como o SindServ, Apeoesp, Servidores em Ação, entidades estudantis, coletivo de mulheres, entre outras. 

Os professores e professoras demostraram preocupação com a volta obrigatória às salas de aula, exigência prevista no Plano São Paulo, que prevê aulas presencias para ao menos um terço dos estudantes por sala. 

As lideranças participantes do debate esperam envolver a comunidade ao debate e condicionar a inserção dos professores e professoras no grupo prioritário de vacinação.  

Segundo a Presidente do Sindicato dos Professores de Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul, SinproABC, Edilene Arjoni – que conduziu a convocação do grupo –  as escolas não estão preparadas para o retorno das aulas presenciais.  Arjoni que é professora de Biologia, ressalta  que os professores e as professoras se tornariam um vetor de propagação do vírus.


“Com uma eventual volta às aulas presenciais, teríamos alunos frequentando a mesma sala de aula todos os dias de aula. No entanto, isso não ocorre com dois professores, que terão que se deslocar, usar o transporte coletivo e percorrer outras escolas, ou seja, se tornando um vetor de disseminação do vírus”, explicou a professora e presidente do SinProABC.

Felipe Magalhães que é professor e Marina que faz parte da subsede da Apeoesp mostraram preocupação com as condições das escolas que não estariam preparadas para o retorno às aulas.

“A reivindicação é muito simples: se querem o retorno das aulas presenciais, é preciso incluir os professores e professoras no grupo prioritário de vacinação. Assim, se consegue preservar a vida de todos”, ressaltou Felipe.

O tema também foi apontado por Fabio Ueda que é liderança estudantil. 
A servidora pública Aline Fernandes, que participa do grupo Servidores em Ação, falou durante a reunião  sobre a preocupação do retorno do filho às aulas presencias, tendo em vista que apresenta comorbidade. 

O grupo definiu uma pauta de ações, entre as quais: 

– A criação do Coletivo de Educação;

– Comitê Regional de avaliação da pandemia; 

– Comissão para dialogar com o Consórcio de Municípios; 

– Ampliar o debate com vereadores da região e demais lideranças políticas; 

– Desenvolver um material com informes unificado; 

– Seguir as orientações do Sindicato dos Servidores da Área da Saúde; 

– Visitas às escolas e monitoramento das condições para o retorno as aulas;

– Manifestações e envolvimento da comunidade escolar 

Uma nova reunião esta agendada para a próxima quinta-feira, dia 21, às 19h via Zoom