Editorial | Não podemos esquecer…

Editorial | Não podemos esquecer…

A política na região do Grande ABC não foge à regra e à dinâmica da política na sua acepção mais pura. Ela possui um modus operandi tal qual a que vemos e acompanhamos nos noticiários locais e regionais.

O salve-se quem puder começou no dia seguinte em que foram divulgados o resultado das urnas e a Microrregião do ABC viu o comando do executivo mudar nas três cidades que a compõe. E o que isso significa: o poder mudou de mãos, mas velhas figuras ainda sobrevivem do dinheiro público com altos salários.

Se a urna pune e impõe derrotas, os “amigos” de conveniência salvam os derrotados e os bonificam. Muita vezes, é difícil até de entender essa dinâmica, mas ela está totalmente voltada para as eleições de 2022.

Mesmo assim, não podemos esquecer!

Em Rio Grande da Serra, a tarefa do novo prefeito, um filho da cidade, Claudinho da Geladeira, não é nada fácil: além de ter assumido uma prefeitura em caos financeiro, ter que lidar com a ansiedade da população que, depois de longos anos, tem um prefeito na qual encontrará na padaria, no mercado, na farmácia e no dia a dia da cidade, ainda tem que lidar com derrotados políticos usando o Consórcio Intermunicipal como uma espécie de colete salva vidas e pior, quem era desafeto em Rio Grande da Serra e tratava batalhas apontando o dedo, criticando o tipo de renovação e defendendo o legado do governo Maranhão, agora dão as mãos como se nada tivesse acontecido.

Não se espante se ver os adversários de Claudinho em 2020 juntos e misturados em um futuro não distante. Inclusive aqueles que criticaram ferozmente o governo de Gabriel Maranhão. Afinal de contas, renovação de verdade custa caro e não todo mundo que consegue sustentar um discurso bonito conciliando-o à prática.

A ansiedade da população de Rio Grande da Serra é justa e respeitável, pois vem de pessoas honestas e que se preocupam com a cidade.
Já os bajuladores do governo anterior, o caótico governo Gabriel Maranhão, não merecem o mínimo de credibilidade, pois fecharam os olhos para os desmandos e para o descaso.

Claudinho está tendo que arrumar uma grande bagunça deixada por Maranhão e seus bajuladores. Todos eles irresponsáveis!
Irresponsáveis com o dinheiro público, irresponsáveis com o patrimônio público da cidade e irresponsáveis com a saúde da população.

Claudinho vai arrumar a bagunça, mas não será da noite para o dia. Afinal, foram 8 anos de bagunça de um grupo político irresponsável. Tarefa parecida vivem os prefeitos de Ribeirão Pires e Mauá. Em Ribeirão Pires, Volpi diz que o governo Kiko foi uma catástrofe e foi mesmo. A começar por não ter conseguido cuidar da zeladoria da cidade, uma das pastas mais mal avaliadas da gestão Kiko e que agora vai ter ex-responsável por ela cobrando melhorias no seio do legislativo. Esses são os famosos quiproquós da política.
Mas não podemos esquecer…

Nós podemos e devemos cobrar, mas não podemos esquecer. Não podemos esquecer do descaso que as cidades vivenciaram. Em Rio Grande da Serra, foram 8 anos de distância entre a prefeitura e o cidadão.

Não podemos esquecer que durante o governo Maranhão, as UBS’s ficaram meses sem médicos.
Não podemos esquecer que no governo Maranhão obras ficaram inacabadas.
Não podemos esquecer que no governo Maranhão muitas promessas não foram cumpridas.

Agora, é ter calma e deixar os novos prefeitos trabalharem. No caso de Rio Grande da Serra, vontade não falta ao prefeito que em poucos dias, demonstra ter muito mais vontade de trabalhar pela cidade do que os últimos prefeitos e também demonstra, em poucos dias, que tem muito mais amor pela cidade do que os últimos governantes e que aqueles que hoje dão as mãos para quem ajudou a afundar Rio Grande da Serra.

Paciência, paciência e paciência é o que precisamos em Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.